Você ama o tempo, ou a pessoa.

Ontem, aconteceu uma daquelas máximas da vida; uma amiga minha voltou a aparecer, após um namoro rápido, como terminar “um pacote de Mentos”, e estava sem compreender nada.

Porém, dessa vez notei algo diferente, meio à este bate papo de namoros fulminantes, que começam e terminam, com uma voltagem assombrosa – o tempo, e a pessoa.

Ao começar a me contar de seu sumiço repentino, ela relatou que havia conhecido um rapaz. Ele não tinha o perfil que ela achava atraente, mas ele era muito querido, e insistia para vê-la, e passar o tempo juntos. Por ter um jeito agradável, e sempre pensar em boas alternativas para seus encontros, eles começaram a ficar juntos, cada vez mais.

Rapidamente, eles começaram, e passavam grande parte do tempo juntos, o quê era muito bom... No entanto, após um mês nesse paraíso, o cara surpreendentemente apareceu, pedindo para terminarem, pois estava se sentindo sufocado.

Ela perdeu o chão...

Não entendia, nada! Como assim? Eles gostavam tanto de passar o tempo juntos, tudo estava tão bom... por que ele queria diminuir, por que não queria mais?

Ela se desesperou, e começou a procurá-lo, para que desse mais uma oportunidade a ambos. O rapaz acabou cedendo, e eles reataram o relacionamento.

Quando ela me procurou, pedindo algumas sugestões, relatou que desde segunda, não estavam mais se falando tanto, e que estava extremamente aflita com isso.

Após me contar a história completa, a qual resumi para vocês, mostrar alguns áudios e prints screen, ela estava convencida de que ele estava se afastando, e ela não estava ficando muito mal, pois adorava o tempo com ele.

Em primeiro lugar, eu chamei atenção que as vezes as pessoas ficam mal, e gostam de ficar sozinhas. Mais homens do que mulheres tem essa característica. As vezes estão chateados com o time de futebol, com um trabalho que não conseguem fazer, com o seu corpo (por mais que não admitam), com seus objetivos e sonhos, e acabam ficando mais na deles.

Isso é natural.

Existem pessoas que gostam de expor suas aflições, outras não... Tem gente que não gosta muito de se comunicar quando está mal, até para não parecer rude, e desagradar as pessoas de que tanto gostam...

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Portanto, poderiam existir milhões de coisas que o estariam deixando chateado, e que não ela. Talvez nem ele soubesse exatamente o quê era, mas precisava ficar um pouco mais na sua descobrir. Em resumo, não era motivo de pânico.

Agora, o ponto mais relevante de tudo que ela falou, foi sobre o quanto gostava do tempo com ele. Dele em si, não falou nada!

Toda a história era sobre passar o tempo, transformar suas horas livres em ótimas horas de lazer, mas nada referente ao cara. Ou seja, ela se apaixonou pelo tempo que passava com ele, mas não por ele.

Por estar com um bom tempo livre, achar alguém que propiciava ótimos momentos foi um achado, ao qual facilmente se acostumou. Estava evidente que o desespero todo, era pelo tempo em que voltaria a ficar livre, e não ter mais aquela diversão. Quando eu perguntei, exatamente o quê mais admirava nele, e o fazia de tão especial, minha amiga travou, e respondeu com muita dificuldade e incerteza.

Como Free LifeStyle, fiquei pensando muito nisso, como as vezes nos apaixonamos pelo tempo e no momento que passamos com alguém, mas não tanto por esse alguém.

Isso de forma alguma quer dizer que não devemos ter esses momentos, mas simplesmente, que para grandes amores, devemos amar o tempo junto, e também ter essa mesma fascinação pela pessoa.

Quando notei essa situação, fiquei assustado de quantas outras vezes, eu já tinha visto muita gente em pânico por alguém que perdeu, mas na verdade, era o que fazer com o tempo que agora sobraria. Ou ainda, se conseguiria algo tão legal, porque no caso, a pessoa não era a certa.

Aproveite o tempo incrível, com pessoas incríveis, e se divirta muito.

Mas perceba bem, até quando este amor é tempo, ou pessoa. O ideal é tempo e pessoa. Mas o melhor tempo é aquele em que você está presente por inteiro, e depois faz a diferença, à quem está lá também.

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