Um egoísmo chamado “MEU”.

Meu carro, meu emprego, meu amigo, meu filho… meu, meu e, MEU!

MEU: Pronome possessivo, segundo a gramática. Pronome do egoísmo, segundo as relações interpessoais.

Nossa, quanta inimizade, discórdia, brigas e, até mesmo morte, essa palavrinha é capaz de causar... E a tristeza que se vê em disputas por heranças, separações, rupturas de sociedades, enfim tudo que envolva contratos e bens? Toda vez em que algo acaba, o egoísmo se instala e vira um verdadeiro “final de feira”... Só lixo espalhado. Do bom, daquilo que valeu à pena, nem sinal.

Claro que esses são poucos, dentro dos inúmeros exemplos, que posso citar. Só que prefiro não me estender muito, pois triste estarei eu e você, até terminarmos esse texto.

Analisando friamente… Você já parou pra pensar que (quase) nada é, realmente, seu?

Falando assim, chega até dar um frio na barriga, não? Mas é a mais pura verdade.

Volta lá na primeira frase e, pensa aqui comigo: Carro? Ok, você trabalhou, juntou dinheiro e o comprou. Mas uma chuva a mais, que resulte numa enchente daquelas de verão, pode levá-lo em questão de minutos. Emprego? Meio à crise em que vivemos, não se fala em outra coisa, além de corte nos gastos… Falando o português bem claro, corte no seu pescoço! Amigos? Vem e vão. Cada um tem seu tempo e missão, a serem cumpridos ao seu lado. Filho? Assim como, um dia você abriu a porta da casa dos seus pais e, foi atrás dos seus sonhos, ele também irá. E na condição de querer o melhor para ele, você não vai querer carregar a culpa, de vê-lo infeliz, mas ao seu lado… Ou vai?

Sabe o quê você pode contar, como sendo seu? E daí sim, usar o pronome possessivo MEU?

Sua vida. Sua pessoa. Aquilo que carrega dentro de si (valores, crenças, experiências e conteúdo adquirido até então). Isso sim, você tem o direito de chamar de MEU, até o dia da sua morte. No mais, tudo que temos ao nosso redor é “emprestado”.

Portanto, nada mais justo que fazer um bom uso de si mesmo, enquanto é tempo.

Sim, se ainda não te contaram, VOCÊ é o único dono de si mesmo. O único responsável por tudo aquilo que faz, e se permite em sua vida.

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