O que aprendi subindo na cadeira de um bar.

Eu sei que isso parece estranho, mas você já vez?

Pode ter sido a alegria de um pedido de casamento, um gol do seu time, o sim para um contrato de trabalho, a abertura da sua empresa, o cumprimento de uma meta na saúde, a surpresa de um amigo que chega na cidade, as primeiras palavras de um filho... Demorei uns 20 segundos para fazer essa lista, ou seja, temos coisas pra caramba que nos deixam felizes a ponto de subirmos em cadeiras enquanto estamos no bar.

Porém, quase ninguém faz isso, até por uma questão de educação e não deixar os garçons loucos, mas, de vez em quando, não teria problema.

O ponto é que fazer algo que vá além de postar fotos no Facebook, mesmo não sendo de uma maneira tão extravagante como fazer uma vibração contagiante em local público, não é tão aceitável.

Desde quando a alegria virou algo feio de se compartilhar? Como se tivéssemos que escondê-la ou sermos muito comedidos, afinal, o que os outros vão pensar...

Não é bom estar em um ambiente que as pessoas estão celebrando e felizes? Você não prefere estar lá? Ou, melhor ainda, estar com esse tipo de pessoa?

Não é esquisito isso? As pessoas gostam de estar alegres, serem contagiadas de alegria, mas parece que existe uma certa repreensão a isso.

“Ah, mas vai atrair invejosos...” ué, dane-se! Se você está mandando bem, pessoas vão tentar fazer igual, e melhor ainda que vejam o seu sucesso e alegria, pois respeitamos quem está conseguindo conquistar coisas legais, sejam experiências, prêmios ou o que for. E também outras pessoas querem se juntar a quem está nessa linha de sorte. Se liga nessa história:

Eu estava vendo a luta do século, recorde em vários sentidos, como: o cachê para os atletas (300 milhões – sim você leu certo, é isso mesmo), 400 milhões de dólares só em Pay-per-view e a bilheteria histórica de 70 milhões de dólares. A coisa estava tão frenética, que na Filipina, terra de um dos lutadores, estavam pedindo para as pessoas desligarem os eletrodomésticos na hora da luta, pois acreditavam que tantas TVs ligadas poderiam causar um blackout. Você pode imaginar que a expectativa para a luta era alta como o monte Everest.

A empolgação dominava minha mente, lutaria um dos caras que sou mais fã (não só no esporte, mas como exemplo de pessoa e profissional), o Pacquiao. Ele é recordista em títulos em diferentes categorias, uma pessoa super simples que ajuda a governar o seu país, joga basquete (apesar de ser muito baixinho) e ainda é muito simpático. O outro cara, em compensação, não vou nem comentar.

Então, imagine que eu estava no bar já fazia umas 2 horas, vendo outras lutas e várias propagandas e vídeos contando os detalhes do grande evento, todas as reportagens que li nos últimos meses vinham à mente: as ideias, os comentários, os números... Eu estava pilhado.

De repente, chegou a grande hora. Fizeram algumas apresentações e chamaram os lutadores. Quando que eu vi o Pacquiao entrando, não aguentei, pulei pra cima da cadeira e gritei: “Vaaaaai Pac!” – Pac é o apelido dele – e então, desci calmamente. Meu amigo arregalou os olhos e falou: “Tá louco, Brunão?!”, eu falei: “Não, apenas animado mesmo” e me sentei.

Claro que teve alguns olhares no bar e também risos, mas em pouco tempo, vieram duas pessoas até mim para comentar sobre a luta; outro, que estava próximo, ouviu a conversa e veio fazer algumas perguntas. Quando vi, estávamos em algumas pessoas trocando uma ideia antes de começar.

Durante a luta, os garçons passavam sempre rindo e já me perguntavam se eu queria mais um chope, faziam alguma piadinha e foi tudo muito divertido. Na hora de ir embora, dois deles vieram até mim e falaram: “volta mais vezes, Brunão” (sim, até íntimos ficamos).

Eu saí pensando: “que legal, eu estava tão empolgado que acabei contagiando outros”. Por isso algumas pessoas vieram até mim ou sorriam, simplesmente por ver a minha empolgação. Foi uma sensação extremamente agradável.

Viva ter subido na cadeira!

Até pensei em subir na minha para escrever essa frase, mas não ia dar ;/

O que precisa ficar claro é que os Free LifeStyle se sentem responsáveis por estar espalhando a sua alegria, contagiar aquelas pessoas que, às vezes, precisam de um sorriso. Se um dos sentidos da vida é ter a maior quantidade de felicidade possível, como não espalhar isso pelo mundo?

Você pode inspirar ou infectar o mundo, qual vai ser?

Compartilhar no Facebook