Sedução que te deixa vazia

Esse é um daqueles artigos que você deve parar e ler com muita atenção, pois a linha lógica vai longe, e explodiu minha mente, quando ele fez “plin” – preciso sair daqui... rsrsrs.

Tudo começou, quando eu lia um livro interessante sobre escritores de mistério policial, e nele havia uma personagem: Hanna; uma mulher de beleza incomum, que sabia como seduzir os homens, e que poucos deixava realmente se aproximarem, além de uma noite. Até que um, ao conseguir transpor essa linha, acabou perdendo o encanto pela mulher.

Isso me deixou um tanto encucado... Mas daí, veio o segundo livro.

Da minha diva Agatha Cristie, esse se passava no oriente médio, onde outra mulher com beleza muito além do normal, acabava sendo assassinada, e a história se baseava nessa questão. O detalhe dessa trama é que o detetive Hercule Poirot, para desvendar a situação, começou tentando entender a personalidade da mulher. O que ele notou foi uma pessoa que usava sua beleza extraordinária, para ser o centro da atenção e obter poder sobre aqueles que convivia. Ela era inteligente, mas sua busca por conhecimento, se dava justamente para o foco da manipulação, deixando seu caráter pobre.

Quando terminei esse segundo livro, fiquei pensando do porquê dessa beleza tão grande, permitir que essas personagens criassem apenas belos casulos, sem se preocupar com a borboleta lá de dentro.

Resolvi então, perguntar a uma amiga que é uma das mulheres mais belas que já vi na vida, à respeito do seguinte ponto: “A sedução te deixa um pouco vazia?”.

Ela confessou que muitas vezes, a busca por manter-se bela, e o fato das pessoas não a procurarem além disso, às vezes a frustrava muito... mas que ela enxergava uma grande superficialidade nas relações de hoje.
Foi aí que veio o insight.

Os olhos veem até certo ponto. Você encanta com a beleza, pode produzir um desejo muito grande, pode manipular, pode conseguir coisas das pessoas infindáveis... mas você não pode gerar sentimentos nobres. E isso, pelo simples fato de que os olhos são limitados até a alma.

Depois daquilo que é contemplado pelo dom da visão, o quê sobra é a verdadeira essência. E é isso que efetivamente pode gerar os sentimentos mais sinceros do ser humano. Você não consegue se apaixonar por um quadro, porque ele é lindo de morrer. Você pode ter uma sensação agradável, mas isso é gerado em você por percepções e assimilações suas, já que o quadro nada fez.

Aquilo que é genuíno, amor, paixão, fé, contemplação, gratidão, reciprocidade, companheirismo e tantos outros é muito maior que seus olhos, e só entra no coração por um caminho invisível, e na maior parte das vezes incompreensível.

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Isso mostra que muitas pessoas, na busca de atenção e sentimentos genuínos, apostam no despertar desses, através dos olhos dos outros. O que não faz sentido nenhum, pois este caminho, não levará até lá.

Como Free LifeStyle, isso é algo importante de se perceber. Não que a sedução agradável, aquela de despertar desejos carnais, seja ruim. Que sentir-se bem fisicamente com sua aparência, seja ruim. O ruim aqui é usar da sedução, como forma de se chegar, onde isso não levará: à sentimentos verdadeiros.

Em suma, lembre-se dessa frase: “O quê os olhos não veem, a alma sente”.

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