Pare de se perguntar: "o que é minha paixão?" e comece a fazer isso.

Sempre que você está insatisfeito com o seu trabalho as pessoas lhe aconselham a descobrir o que você está apaixonado(a) e, em seguida, apenas transformar isso em um show de tempo integral.

Honestamente, você não está cansado de se perguntar: "Qual é a minha paixão?". É quase como, antigamente, a pressão familiar quando aos 30 você não tinha casado. É tanta que, quanto mais você não encontra, mais se pergunta: “Será que não sou normal?”. Bom, você é, grande parte ainda não encontrou. A questão é tão grande que é completamente paralisante para a maioria das pessoas e às vezes tem prejudicado ao invés de ajudar.

Mas, se você está insatisfeito com o seu trabalho ou realmente não tem ideia de qual o próximo passo a tomar, o que mais há para se concentrar além desta paixão indescritível? Eu tenho pensado muito sobre isso e cheguei a três questões que eu acho que são um pouco mais simples para responder e, espero, muito mais úteis.

1. O que posso fazer para auxiliar as outras pessoas?

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Às vezes é mais fácil pensar sobre o que você pode fazer para os outros do que é se concentrar no que você pode fazer por si mesmo. Há, provavelmente, um milhão de coisas que você quer fazer, mas menos as que você pode fazer, e ainda menos as que você pode fazer para o bem maior.

Se você falar com um conselheiro de carreira, a conversa, eventualmente, irá girar em torno de suas habilidades. É surpreendentemente difícil de identificá-las, mas é uma parte importante de descobrir quais são todas as suas opções. Considerar isso no contexto do que você pode fazer para os outros, frequentemente, ajuda na descoberta da paixão.

2. O que faz meu dia ideal?

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Ou, mais especificamente, o seu dia de trabalho ideal (e sem besteirinha e escolher um dia de férias em Bali). A palavra "carreira" evoca uma imagem bastante específica para a maioria das pessoas. Geralmente envolve um escritório, mais de 40 horas por semana e roupas desconfortáveis. Para romper com essa percepção restritiva, vamos falar em termos mais gerais sobre a forma como você gostaria que sua programação fosse estruturada.

Qual seria o perfeito dia de trabalho para você? Você começa a ter café da manhã em sua varanda? Vai caminhando para o escritório? Têm horários flexíveis? Reúne-se pessoalmente com as pessoas da sua equipe? Vai para a academia no intervalo das reuniões? Janta com a sua família? Seja o que for, esse é o seu novo objetivo profissional. Para alguns (leia-se: eu), essa é uma meta mais tangível do que um título ou posição elevada e vago.

É interessante também pensar nos estilos de atividades, elas são mais criativas ou mecânicas, braçais ou usam mais a mente, em grupo ou individuais? Tente criar pensando que se amanhã você acordasse para o dia mais agradável de todos no trabalho, como seria?

3. O que faço para encontrar o intolerável?

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Saber o que você não quer que pode ser quase tão útil quanto saber o que você quer. Talvez você seja o tipo de pessoa que realmente não pode nomear o que você acha agradável, mas, quem sabe, quando você encontrar algo que não gosta. Isso é bom pois já sabe o que deve evitar e diminui um grande leque de opções.

Claro, eu não quero dizer passar por postos de trabalho, um por um e decidir se você gosta deles ou não. Você nunca vai conseguir verificar tudo isso, mas pode verificar o que é insuportável fazer, ou que não se sente bem fazendo e tão pouco tem prazer para verificar antes de pensar nas opções possíveis.

Concentrar-se em quais são seus valores e o que eles não são também é interessante para os próximos passos.

Talvez eu seja um grande romântico em pensar que todas as pessoas encontrarão algo que amam fazer se se dispuserem a procurar por isso. Mas não é uma jornada tão fácil quanto parece. Porém, com algumas perguntas certas e experimentos diferentes, como os aqui propostos, pode ficar bem menos árduo e mais próximo encontrar isso.

Afinal os Free LifeStyle querem fazer a diferença no mundo e, ao mesmo tempo, aproveitá-lo. Por que já não fazer isso na jornada até lá? Certamente fará tudo ser mais gratificante, e a busca insana por um “objetivo final a chegar” será menos obsessiva e mais possível.

Fonte: The Muse

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