Não queira um amor para chamar de MEU, encontre um para chamar de nosso.

Uma das frases que mais vejo em revistas, às vezes em posts artísticos do Facebook ou até em botecos é: “Como eu queria um amor para chamar de MEU”.

E quando me deparo com isso, simplesmente me sinto triste. Por que buscar algo tão bonito, foda e poderoso com um princípio tão egoísta?
A ideia do amor é uma vontade de se completar, de buscar o melhor de ambos em uma sintonia, não apenas um pedido de ajuda, algo de uma via. Isso não é amor, é consultoria, aproveitamento, mas não amor.

Uma vez eu vi um vídeo que fez todo sentido para mim: SAWABANA/SHIKOBA, que fala sobre um estilo de amor que preza a interdependência. Ou seja, eu não preciso de você, mas juntos seremos melhores.

Quer dizer que sozinho você é uma pessoa feliz, isso é superimportante, pois se procura alguém para completar algo que não está legal, isso constrói dependência ao invés de companheirismo. Dessa forma, quando sabemos que ambos estamos em paz e tendo uma boa vida sozinhos, mas que ao nos juntarmos poderemos ser muito melhores, isso sim é potencializar a nossa humanidade, isso é amor.

Pense em ir num evento de trabalho, você vai por conta própria, é legal e pode rolar altos aprendizados. Quando você vai com aquela pessoa que ama e está lhe dando a maior força, você tem muito mais gana e energia, e mesmo que aquela pessoa não vá, consegue lhe dar essa força extra, pois estar presente na sua mente já ajuda consideravelmente. Mas também tem aquela que esquecerá de ser tão importante para você e não pensará como dois, focando no que você está deixando de ajudar a ela, e não buscando uma solução para ambos – esse é o tipo de pessoa que quer um amor para chamar de MEU.

O ideal é ser dois em um, de forma que ambos se ajudam quando precisam, ambos lutam para inspirarem e estimularem o outro a alcançar um patamar que não se conseguiria sozinho. Pois tem horas que estaremos para baixo, perdidos, com dor e todas as barreiras da vida. Mas é termos alguém que está junto nessa, para nos dar um empurrão, puxar para cima e quebrar e transpor esses muros, assim como faremos por essa outra pessoa, que nos permite ir além de meros humanos.

E assim, você percebe que a base está no pensamento coletivo, em sermos a dupla. Ah, mas e a individualidade de cada um? Ué, está ali dentro, fazendo com que ambos sejam ainda mais fortes, distintos e autênticos, porém tendo a empatia, o desejo de trazer sempre o melhor do outro e o respeito à personalidade de cada um.

Portanto, Free LifeStyles não buscam um amor para chamar de MEU, buscam um amor para chamar de NOSSO. Entendem que é nesse momento que encontram sua parceria em fazer uma vida melhor, em mesclar objetivos e impulsionar o melhor em cada. É sempre lembrar que não só duas cabeças pensam melhor do que uma, mas dois corações, almas, sentidos, visões e ouvidos. Aproveitar a vida em dupla e lidar com os desafios da mesma forma sempre será melhor do que solitariamente.

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