As 3 fases do conhecimento

Esses dias eu estava notando como adquirir conhecimento é algo um tanto quanto estranho, se analisarmos a linha do tempo. Aprendemos algo, nos encantamos, passamos a ter algumas dúvidas e quem sabe chegamos a certezas. Não faz sentido, você concorda?

O que normalmente acontece? Você se depara com uma ideia nova – seja PNL, Coaching, Marketing Digital, Design Thinking, etc. – e no momento em que ela é interessante, você entra na fase um.

O DESLUMBRE

– é aquela magia da descoberta, quase como uma paixão à primeira vista. Você não consegue notar falhas, apenas aquela sensação maravilhosa de finalmente ter descoberto algo que faz todo sentido para você e que lhe completa. Questiona como vivemos sem isso tanto tempo e como têm pessoas malucas que não usam isso.

Infelizmente, grande parte das pessoas acaba por aqui, aprende um conceito ou uma ideia superficialmente, usa a parte mais elementar dela e segue até achar outra paixão. No entanto, têm aquelas que ficam tão encantadas, ou são tão curiosas, que precisam aprofundar suas ideias e entender até onde aquilo pode chegar.

O QUESTIONAMENTO

– é aquele momento em que as crenças antigas, junto das falhas do novo conceito, confrontam-se com a situação atual. Você começa a levantar diversas questões, diminuindo o poder de impacto daquilo que descobriu. É a fase de encarar a verdade, a paixão passou e agora os prós e contras são lúcidos e bem claros.

O que acontece, muitas vezes, é que a frustração começa a ser tão grande, as expectativas não atingidas e as possibilidades diminuídas, que é melhor deixar para lá e partir para outra. Fica aquele ressentimento e sensação de engano.

Quase todo mundo que não ficou na fase anterior, acaba por finalizar seus laços por aqui.

CONCRETIZAÇÃO

– os pouquíssimos que chegam são merecedores por estarem nesta etapa e os verdadeiros portadores do conhecimento. É quando você enfrenta as desconfianças, entende as incertezas e limites daquele conceito e consegue enxergar seu real potencial.

Desta forma, você está completamente consciente do que ele representa, o que pode ajudar e sabe apreciar isso da melhor forma - e não se sente mal por aquilo que ele não pode fazer. É o patamar mais difícil, requer muitas dores, estudo e suor para chegar até aqui.

Obs.: sim, você pode levar isso para os relacionamentos humanos, mas aqui o foco é no conhecimento.

Deixe-me compartilhar um case meu bem simples para elucidar o artigo: quando comecei meus estudos pelo empreendedorismo, logo me encantei com a ideia de ser completamente apaixonado por aquilo que se faz. Parecia a coisa mais extraordinária do mundo e sensata, eu não entendia como as pessoas estavam em lugares que não queriam ou não amavam.

Com o passar do tempo, passei a estudar muito mais a fundo o empreendedorismo e a neurociência e comecei a questionar muito tudo isso: até que ponto essa paixão realmente refletia em algo útil para o mundo? O quanto tínhamos responsabilidades e nem tudo era fácil? O quanto apenas viver de amor era realmente viver?

Foi depois de alguns anos vivendo essa guerra na minha mente entre a paixão, talento e negócios que consegui esclarecer e criar uma crença muito forte sobre isso. Nem tudo que amamos pode se transformar em um negócio, e apenas o nosso talento jamais nos tornará excepcionais em causar um impacto tão grande no mundo. É estar profundamente apaixonado que faz você atingir o impossível e vencer barreiras até então intransponíveis. A questão é que não é qualquer amor, e apenas ele também não é suficiente. É um conjunto de fatos, que são liderados por um senso de propósito, uma paixão única por aquilo que você precisa fazer para melhorar o mundo.

Foi assim que entendi também essas fases do conhecimento como um Free LifeStyle, que quando você realmente consegue vencer, tem uma plenitude do potencial e dos limites, e o faz mais pronto para o que está por vir.

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