Ajoelhou, não tem que rezar.

Esses dias, eu comentava com um grupo de amigos, a questão da traição. Na verdade, expunha a minha visão, refletida em cima de situações, as quais vivi, ou vivo.

Entenda que, não sou contra, nem à favor. Mas, ela existe. E acredito que se ela acontece, há de se analisar o porquê, antes de julgamentos infindáveis e precipitados. Você mesmo, não sabe seu dia de amanhã… Ou sabe?

Primeiro de tudo, quem tem “a veia pra pegador(a)”, quando trai, não é nenhuma novidade. Muito pelo contrário, já era de se esperar. Quem opta por domar uma fera dessas, sabe muito bem do risco que corre. Então, nada de querer se vitimizar, ou cortar os punhos. Não desperdice, ainda mais, o seu tempo de vida mendigando atenção.

Por outro lado, pessoas fiéis ao "até que a morte nos separe" estão sujeitas à uma traição, a partir do momento em que o comodismo, a conveniência e a "segurança" se instalam. Por mais que doa admitir, se chegou à esse ponto, foi em comum acordo. Não dá pra apontar, um único culpado. E para piorar, meio à toda uma fragilidade, há uma tendência de nos apaixonarmos novamente. Isso vem acirrar ainda mais a briga e a raiva que nos cega. Daí, fica praticamente impossível, medir a própria parcela de culpa no processo e, retomar o caminho da reconciliação.

Agora, existe um tipo de traição, muito cruel: aquela em que alguém de fora, decide perturbar, quem vive tal fragilidade. Isso, ou por conquista pessoal ( se gabar por tirar alguém dos braços de outro alguém), ou por desejar estar no lugar de tal pessoa (a lenda da grama do vizinho que é sempre mais verde).

Enfim, seja qual for o caso, não venha bagunçar com a vida das pessoas e, depois ajoelhar, pedindo aos santos que abençoem sua união. Porque tudo aquilo que começa errado, termina errado, também!

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