A foto mais doida que já tirei

Normalmente queremos sair bem, não é? Fazer aquela pose ou estar bem vestidos.

Os pobres dos garçons, hoje, passam grande parte do tempo com os nossos celulares nas mãos tirando e repetindo fotos até ficarem boas. Quando o grupo é grande então, ferrou, pois até todos saírem bem é um parto. Na verdade, só acaba quando um que saiu mal desiste de tirar outra e finalmente se vai para o período de postagem nas redes sociais.

Eu tenho várias amigas que são super fotogênicas, o que até dá uma raiva de como as pessoas saem tão bem e eu quase sempre saio como um abobado que saiu do treino de muay thai e apanhou do professor.
Mas foi nesses dias que veio a grande revolta, quando minha mãe reclamou que estava com saudade e queria uma foto minha para saber que eu estava bem (sim, ela é querida demais).

Eu comecei uma jornada incrível pela foto decente. Quase como os cavaleiros das cruzadas que passaram por milhões de intempéries e situações desagradáveis, lá estava eu percorrendo diversos cantos da casa, tentando tirar uma foto que ficasse bonita, adequada, não tão ruim...

Após muito tempo, não é brincadeira, muito tempo mesmo, a revolta chegou por não conseguir tirar uma única foto decente.

No entanto, comecei a questionar o que eu poderia fazer para não deixar minha excelentíssima mãe, morta de saudade e sem uma foto do seu filho (pior que o drama no momento estava alto mesmo).

Após investir boa parte das minhas conexões neurais, encontrei uma ideia que parecia sensata: vou fazer como um Free LifeStyle – tirarei uma foto de algum momento clássico meu, com alguma coisa diferente que tenho e, se ficar feio, paciência, o importante é a ideia.

Estava lendo um livro, vestindo um chapéu, brincando com um taco de baseball, e ainda, com uma xícara de café na mão – às vezes eu leio assim para estimular a criatividade. Resolvi relaxar os olhos uns 10 minutos e acabei dormindo por 30. Quando acordei, dei uma olhada ao redor e em mim mesmo e soltei a maior gargalhada. A cena era bizarra, eu deitado num pufe daquele jeito, só podia ser coisa minha. Era algo que mostrava da minha personalidade: excêntrico, brincalhão, inventivo e constantemente atrás de inspirações doidas

Aquela era a foto – recriei o cenário e tirei ela. Além de mandar para minha super mamãe, também postei no Instagram.

Foi aí a minha surpresa!

Claro que não com a resposta da minha mãe, que comentou: “Meu filho, por que você não dorme direito? Faça a barba e tenta não pirar tanto”. Mas com a galera, muita gente curtindo – não pelo fato da quantidade de likes – com as mensagens no Whatsapp e Facebook falando: “Que da hora Bru, é a sua cara mesmo. Estou precisando dormir de um jeito mais estranho para ser criativo como você”. Rolou uma baita interação...
E então eu me dei conta – as pessoas, mais do que querem ver fotos bonitas, querem ver quem realmente somos (ainda bem =P).

E Agora volto isso para você. Como são as suas fotos hoje? E mais importante ainda, o que você está compartilhando com o mundo sobre você? Apenas uma aparência montada ou um pouquinho das suas peculiaridades?

As pessoas Free LifeStyle têm orgulho das suas diferenças e maluquices, elas querem mostrar que têm peculiaridades e isso as faz especiais. Estar feio na foto não é mais importante do que transparecer a alegria do momento, a diversão ou até a tristeza. A autenticidade é o mais importante a estar presente.

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